quinta-feira, 10 de junho de 2010

Momento sublime 2.

Passará(il divo, trad. Rikson)


As canções não se escrevem

mas, sim nascem de si.

São as coisas que ocorrem

cada dia ao nosso redor.

As canções, basta escolhê-las,

Há uma também pra ti.

Já que viver te custa tanto,

e nunca estás feliz.

As canções são ciganas

que roubam poesias.

São enganos,

como a pílula da felicidade.

As canções não podem curar

amores e doenças.

Mas, as pequenas dores

que a vida nos dá.

Passará,passará.

Se um menino e um violão estão ali. Como você, na cidade, a ver essa vida que vai mal.

E nos mata as ilusões e com a idade as canções.

Passará, sobre nós,

acabaremos todos no banco cedo ou tarde, com os "por ques" e os "quem sabe".

E as angústias de uma rica pobreza!

A falar dos amores que não há.

A cantar uma canção sem saber, como faz.

Por que em ti a perdeste dentro e te lembras somente. Passará.

Em um mundo de automóveis de grandes velocidades.

É pra quem chega sempre em último que se diz adeus.

Pra quem tropeça em obstáculos da diversidade.

Que as canções são como grilos que cantam na noite.

Passará, cedo ou tarde,

esta pequena dor que há em ti,e em mim, em nós.

E te faz sentir com marinheiros à deriva do vento da saudade.

À cantar uma canção que não sabe, como faz.

Mas, aquela pequena dor.

Seja de ódio ou amor, Passará.

Passará, passará.

Mesmo que faças somente la-la-la.Passará, passará.

Em alguma coisa a canção te servirá.

E aquela pequena dor,

seja por ódio ou amor,

Passará.

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